João Gomes (PSDB) sobre derrota nas urnas para deputado estadual: ''Preço da lealdade''

O até então candidato afirmou que não foi preterido pela população anapolina e que o fato de estar vinculado aos nomes de Marconi e Zé Eliton pesou na escolha do eleitor

Por Redação 11/10/2018 - 08:59 hs
Foto: Eduardo Pereira

Ex-prefeito de Anápolis pelo Partido dos Trabalhadores, João Gomes, que agora é do PSDB, se candidatou a deputado estadual por Goiás nas eleições 2018 e conquistou 6.343 votos, 0,21% do eleitorado. Em entrevista à imprensa local nesta quinta, 11, o candidato analisou seu desempenho nas urnas e disse que o momento conturbado vivido por seu atual partido, o prejudicou.

— Nos faltou votos. Nós colocamos a imagem de nossa campanha no 45. Isso nos puxou para baixo. A pesquisa anterior dava votação expressiva, mas em função da queda do 45 isso mudou — acredita.

O até então candidato afirmou que não foi preterido pela população anapolina e que o fato de estar vinculado aos nomes de Marconi e Zé Eliton pesou na escolha do eleitor. ‘‘Reconhecemos bem isso. Não é a cidade que não nos quis. Marconi, por exemplo, até a última semana estava liderando a pesquisa para o Senado, depois caiu. É o preço da lealdade’’, completa.

Por fim, João Gomes ainda comentou sobre a votação para deputado estadual e destacou que a sociedade focou mais na eleição para o cargo de presidente da república. ''Muita gente disse que só votaria para presidente. Tivemos muitos votos brancos, nulos e abstenções para deputado estadual, por exemplo. Mas isso é uma análise prematura também'', finaliza.

Crise do partido em Goiás

O ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), foi preso na tarde de quarta-feira (10) ao comparecer à sede da Polícia Federal para prestar depoimento. Ele já estava sendo alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Cash Delivery. 

Operação Cash Delivery

O objetivo da operação é colher provas da prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa atribuída ao ex-governador Marconi Perillo em colaborações premiadas de executivos da Odebrecht. São investigados os destinos de aproximadamente R$ 12 milhões.