Acia defende liberação de área da Plataforma de Anápolis, mas vê conflito em leilão

A área que seria leiloada tem 1,9 milhão de metros quadrados, avaliada em R$ 270 milhões

Por Redação 12/09/2018 - 14:01 hs
Foto: Reprodução

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), Anastacios Apostolos Dagios, entende que um equívoco do modelo escolhido pelo Governo do Estado para disponibilizar parte da área da Plataforma Logística de Anápolis para instalação de novas indústrias, é o motivo principal para a ausência de lances no leilão que seria realizado na última terça, 11, em Aparecida de Goiânia. 

Segundo o empresário, entrevistado pela rádio Manchester de Anápolis nesta quarta, 12, o Fórum Empresarial realmente solicitou ao Governo Estadual a destinação de pelo menos 30% da área da Plataforma Logística Multimodal, para viabilizar projetos de implantação de novas indústrias no município. “No entanto, o modelo do processo foi escolhido pelo próprio Governo, e não fomos consultados sobre isso”, disse. 

O leilão não foi realizado por falta de propostas. A área que seria leiloada tem 1,9 milhão de metros quadrados, avaliada em R$ 270 milhões.  Anastacios Apostolos Dagios informou que a diretoria da Acia ficou dividida quanto ao modelo escolhido pelo Governo para disponibilizar a área. “Precisamos urgente de área para instalar indústrias que querem vir para o município. Se este modelo não deu certo é preciso encontrar outro e rápido”, disse o líder classista.

Anastacios Apostolos Dagios concordou também que a manifestação contrária ao leilão, expressada pelo senador Ronaldo Caiado (DEM), líder das pesquisas de intenção de voto para governador de Goiás, teve peso para o insucesso do leilão. “O modelo escolhido provou que é conflituoso, não traz segurança jurídica. Vamos apresentar sugestão”, concluiu.

Caiado contra

O senador Ronaldo Caiado classificou como “desmonte, destruição, leilão da jóia da coroa” a tentativa de leiloar parte da área da Plataforma Logística Multimodal de Anápolis. Segundo ele há mais de trinta dias tem denunciado esta possibilidade. “Falei sobre isso quando estive na Acia. Se o negócio se concretizar, caso chegue ao Governo cancelo o contrato e jogo nos precatórios para pagamento em vinte anos. Não é assim que se faz negócio com o Estado”, alertou.

Instado a apontar solução para o funcionamento da Plataforma Logística Multimodal de Anápolis Ronaldo Caiado disse que, chegando ao Governo, vai buscar pessoas que tenham a expertise nacional e internacional nesta área, “para instalar um projeto que seja referência”. Segundo ele, o Estado sozinho não consegue alavancar esta logística, precisa firmar parcerias para dar viabilidade às estruturas que existem neste conglomerado.